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HÁ ROSAS EM BERGEN-BELSEN

Ao voltar de recente viagem à Polônia, fiz uma escala de 7 horas em Madri e depois de muitaleitura, palavras cruzadas e visitas às lojas do Free-Shopp, sento em um café para descansar e enquanto saboreio a bebida e como um delicioso muffin vou usando a tecnologia para selecionar fotos da viagem, aproveitando a tecnologia do wireless ligo o Lap Top e observo que por onde andei todos os lugares têm rosas e todos são lugares tristes: Bergen-Belsen, Auschwitz, Birkenau, Gueto de Varsóvia, Gueto de Cracóvia, fábrica de Oscar Schindler, a Aldeia de Lídice e alguns bunkers destruídos em que morreram ou sofreram centenas de trabalhadores, idosos, mulheres, minorias e crianças e em todos eles existem rosas. Estranha coincidência que o sofrimento esteja associado a rosa.

Acesso o micro e consulto o Google. O que escreveram os poetas sobre a rosa? O computador despeja páginas e páginas contendo letras de músicas com rosa e eu vou selecionando versos, copiando e colando estrofes. Percebo que o Espiritismo existe, pois incorporo o espírito dos poetas e faço uma sala de bate-papo com eles e não percebo o tempo passar, até que escuto o alto-falante do aeroporto insistindo na mensagem: "Aténcion señora Rosa Guerra, última llamada, embarque imediato, puerta ocho". Olho para a tela do computador e vejo esta pérola, quero dizer pétala, pois é uma rosa despedaçada.

Como diria o Rei de Espanha.
Por que ti calas Maria?
De que tens medo?
Já não é cedo.
Para dizeres o nome da rosa.

Como diria Chico Buarque.
Do medo criou-se o trágico.
O rosto pintou-se pálido.
Já não é cedo Maria.
Para dizeres o nome da rosa.

Como diria Cartola.
Bate outra vez,
com certeza que devo chorar.
Já não é cedo Maria.
Para dizeres o nome da rosa.

Como diria Vinícius.
A rosa que muda o clima,
é a rosa de Hiroshima.
Já não é cedo Maria.
Para dizeres o nome da rosa.

Como diriam os Titans.
As flores têm cheiro de morte.
Para dizeres o nome da rosa,
Maria, já não é cedo.
A flor de plástico não mete medo.

Como diria Cazuza, exagerado.
São rosas roubadas.
Maria! Mostra tua cara.
Dizes o nome da rosa.
Confia em mim.

Como dizem os poetas.
Na prudência dos sábios.
Que não ousam conter os lábios.
A Malva, o Cravo, o Malmequer,
Para dizeres o nome da mulher.

Como diria Carlos Drummond de Andrade
sua cor não se percebe
suas pétalas não se abrem
seu nome não está nos livros, Marai!
É feia, mas é realmente uma flor.

Algumas questões não estão respondidas até hoje. Nas salas de Auschwitz, podem ser vistas.

Duas toneladas de cabelo humano. Salas repletas de óculos, de próteses, de malas sem alça, de panelas, de sapatos, de roupas, de pentes, de dentes sem ouro, de tudo que você possa imaginar. Tudo pelo esforço para cumprir as metas do Terceiro Reich. Para quê? E por quê? Os judeus se esforçaram tanto para cumpri-las. Por que não resistiram?

Excertos: Rei de Espanha; Chico Buarque; Cartoal; Vinícius de Morais; Cazuza; Titans; Carlos Drummond.

Madri, 31/3/2008 - Cocota-San

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