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CLIMA É DE GREVE APÓS PROPOSTA-ESMOLA DOS BANQUEIROS.

O Sindicato dos Bancários retardou em uma hora, na manhã desta quinta-feira, o funcionamento das agências da CAIXA e do Unibanco, localizadas na Rua João Pessoa, Centro de Natal. O objetivo da paralisação foi esclarecer a população sobre o atual momento da Campanha Salarial 2008 e reforçar o convite aos bancários para comparecerem, a partir das 18h30, na assembléia que decidirá o início da greve.

A parada ocorreu um dia após a Fenaban divulgar a proposta-esmola de 7,5% para os bancários de todo o País. E como não poderia deixar de ser, os trabalhadores que participaram da manifestação assumiram que o clima nas agências é de greve. O ato público contou com a presença de vários bancários e o apoio da população.

O bancário Francisco Bezerra, da CAIXA, afirmou que o sentimento dos bancários, após a proposta dos banqueiros, é de revolta. “Eles são muito bem preparados para arrochar a gente, para praticar o assédio moral nas agências, exigir o cumprimento de metas. Vejo um grande paradoxo nessa relação. Trabalhamos num setor que bate recordes de lucros e as metas (a serem batidas) são de 40% sobre o lucro do ano anterior. E, para nós, que cumprimos essas metas, eles oferecem apenas a inflação. Por isso o clima é de greve”, disse.

O bancário Dalmácio Dantas, também da CAIXA, foi outro que deixou claro o nível de insatisfação da categoria. “O sentimento é de revolta. Mas não foi nenhuma surpresa até pelo que a Contraf/CUT pediu. Se já entramos (na mesa de negociação) pedindo o mínimo (13% é o reajuste proposta pela Contraf/CUT), é normal que os banqueiros venham com o mínimo também. Pelos informes nacionais, o clima no país é de greve dos bancários”, afirmou.     

Para o Coordenador geral do Sindicato, Liceu Carvalho, o momento é de mobilização para a greve já a partir do dia 30 de setembro. "A proposta dos banqueiros é inadmissível diante dos lucros dos Bancos e da sobrecarga de trabalho dos bancários. A Contraf/CUT faz um teatrinho para levar as negociações para depois das eleições. Mas temos que agir logo. É greve a partir do dia 30", disse.

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