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RIO E BRASÍLIA TAMBÉM APROVAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO E CAMPANHA SALARIAL PEGA FOGO EM TODO O BRASIL |
A exemplo do que ocorreu na assembléia dos bancários do Rio Grande do Norte, dia 25 de setembro, os bancários do Rio de Janeiro e de Brasília também decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. A avaliação dos dois sindicatos foi de que, só desta forma, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) avançaria nas negociações, o mesmo em relação às negociações específicas no Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. As assembléias tiveram um número expressivo de bancários (em Brasília, mais de duas mil pessoas participaram). No Rio, 80% da base votou contra a proposta da situação e decidiu pela greve por tempo indeterminado.
Além desses dois estados, na Bahia e no Rio Grande do Sul as bases forçaram a realização de assembléias nesta terça-feira para analisar o quadro nacional e decidir pela continuidade da greve por tempo indeterminado.
A decisão do RJ e BsB fortalece a luta dos trabalhadores em todo o país. Os três estados se unem aos sindicatos do Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru/SP. O coordenador geral do Sindicato dos Bancários do RN, Liceu Carvalho, comemorou a virada. “Houve uma rebelião das bases nesses estados contra a Contraf/CUT, que insiste em desmobilizar a categoria chamando a paralisação de 24 horas. Só que o sentimento em todo o país é de que este é o momento de uma greve por tempo indeterminado. Chegou a hora”, afirmou.
A greve por tempo indeterminado começa, oficialmente, a 0h desta terça-feira. Em Natal, todas as agências vão parar. Em assembléia organizativa realizada no início da noite desta segunda-feira, 29/9, a categoria se dividiu em piquetes por diferentes agências da capital e vai com tudo para as ruas na luta contra os banqueiros e o Governo Lula.
Após a paralisação, os bancários do RN se reúnem no início da noite, a partir das 18h30, no auditório do SINTE/RN para nova assembléia, onde a categoria vai avaliar o movimento nacional e decidir pela continuidade da greve.
Propostas
A Fenaban propôs, até aqui, 7,5% de reajuste. O percentual incide sobre todas as verbas salariais, inclusive participação nos lucros e resultados (PLR), mas não cobre, sequer, a perda causada pela inflação no último ano. Não houve qualquer avanço também nas demais questões, como PLR maior, que reflita a lucratividade; nem nas questões ligadas à saúde, ou às condições de trabalho, ao fim do assédio moral e à segurança. A categoria reivindica 31% de reajuste.
VEJA OS ESTADOS QUE APROVARAM, ATÉ AGORA, GREVE POR TEMPO INDETERMINADO:
RN, RJ, MA, BSB e Bauru/SP
TODOS À ASSEMBLÉIA DIA 30/9, A PARTIR DAS 18H30, NO AUDITÓRIO DO SINTE/RN
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