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Aberto aos sábados: não foi por falta de aviso!

11/07/17
“Exemplo de que a proposta poderá alcançar êxito, foi o grande número de atendimentos realizados pela Caixa Econômica Federal, que abriu mais de 2 mil agências aos sábados, durante calendário especial para o pagamento das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Os mesmos brasileiros que aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo podem ser vistos como público alvo destas instituições de crédito que decidirem pelo funcionamento.”
O texto acima faz parte da Justificativa do Projeto de Lei do Senado 203/2017, de autoria do Senador Roberto Muniz (PP-BA), a serviço dos banqueiros. O intuito do senador é revogar art.1º da Lei 4.178/62 que afirma que os estabelecimentos de crédito não funcionarão aos sábados, em expediente externo ou interno.
Quando a Caixa anunciou o funcionamento aos sábados, o Sindicato dos Bancários do RN tentou até as últimas instâncias barrar a abertura. Política e judicialmente, o Sindicato foi às últimas consequências, inclusive montando piquetes no primeiro sábado em que o banco anunciou a abertura e realizando uma assembleia que impôs uma importante derrota ao Banco. 
Em reuniões nas agências, o Sindicato alertava que os bancos vivem de movimento para justificar a abertura aos sábados e que bastava que os banqueiros contratassem um parlamentar para apresentar o projeto de abertura, o que aconteceu de fato.  
Infelizmente muitos colegas não entenderam o que estávamos defendendo e aqueles que foram trabalhar aos sábados, de certa forma,  deram asas ao projeto do senador. Quebrar a mínima estrutura de defesa de direitos dos trabalhadores existente é muito delicado, principalmente em um momento político conturbado de ataque à classe trabalhadora, como o que vivemos atualmente no Brasil.
O Projeto encontra-se com o relator Otto Alencar (PSD-BA) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ainda passará pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidos (CTGF) para ir ao Plenário. É preciso resistir.

LUTA BANCÁRIA

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