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Em plenária, bancários debatem a reestruturação do Banco do Brasil

11/01/18

Divulgado no início do ano, o PAQ se mostra em um programa que pretende, segundo o comunicado oficial, “regularizar os quadros das agências”, com “medidas que promovem remoção, incentivam movimentação e, como última medida, há ainda a possibilidade de desligamento voluntário”. E também “a movimentação de pessoas seria parte das ações para melhorar o atendimento”, e “poderá permitir ascensão de um grande número de caixas e escriturários”.

A diretoria do Sindicato conversou com a superintendência do banco no dia 9 de janeiro de 2018, e constatou que o PAQ é visto como algo positivo, onde “todo mundo vai estar garantido”. Mas, não é bem assim. “Apesar de haver vagas, não vai dar para todo mundo, escriturários e caixas, nas comissões. Mas, não vai acontecer essas comissões”, disse Juvêncio. A diretoria também questionou sobre o critério para realocar o bancário para outra agência, e a resposta foi “pontuação”. Ou seja, os cursos e experiências do funcionário vão contar para a transferência de uma determinada agência para outra, como eles dizem “tirar de onde tem ‘muito’, para onde tem pouco” - apesar de sabermos que todas as agências da praça são carentes de funcionários para dar conta da alta demanda de atendimento. Sobre o plano de incentivo a demissão, a superintendência disse que não é prioridade colocar ninguém para fora, mas sabemos que é uma imposição para reduzir.

A mobilização e o senso de união da categoria é importante neste momento para barrar mais ataques que estão por vir. Durante a plenária foi decidido que na quinta-feira (11/01), será realizado um ato público em frente a agência Centro do Banco do Brasil, para denunciar os ataques do Governo Temer, através da Reforma Trabalhista e dos banqueiros que continuam com a retirada de direitos. 


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