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ITAÚ TENTA AMENIZAR EFEITOS DA REFORMA TRABALHISTA COM PALAVRAS DE EFEITO EM BONITA REVISTA

03/05/18
O chicote foi trocado por uma gravata e uma foto belamente editada, assim Candido Bracher, atual presidente do Banco Itaú Unibanco, defende a tomada de novas iniciativas como estratégia de crescimento para os próximos anos. Ampliar os lucros com base no desgaste dos funcionários e fechamento de agências. Para florear, essas iniciativas estão ligadas a seis frentes prioritárias. Teoricamente, as prioridades incluem a satisfação dos clientes, gestão de pessoas, internacionalização, gestão de riscos e transformação digital. 
O novo modelo de trabalho vem para aplicar completamente a Reforma Trabalhista recentemente implementada.  As estratégias adotadas pelo Banco defendem, acima de tudo, a modernização do sistema de trabalho, porém acaba colocando o trabalhador em uma situação vulnerável onde é facilmente manipulável.  
Com o processo de transformação digital, o Itaú promete proporcionar novas experiências digitais aos clientes. Contraditoriamente, visando intensificar os serviços através dos meios tecnológicos, o banco acaba diminuindo, em decorrência, o contato direto que os clientes ainda possuem com os bancários. Consequentemente, ocorrerá o fechamento de algumas agências, e um número considerável de empregados vai perder seus empregos.
Uma das frentes prioritárias projetadas pelo banco defende a flexibilidade na jornada de trabalho do funcionário. Considerando as relações de poder que estão presentes no ambiente de trabalho, o empregador possui melhores condições de estabelecer seus interesses sobre trabalhadores. Assumir uma carga horária flexível implica dizer que o empregado deve estar disponível para o empregador. Diante da necessidade de acompanhar as oscilações das demandas e serviços, o funcionário encontra sua jornada sendo reduzida ou estendida, sem ter controle e autonomia sobre seu tempo. Essas mudanças geram consequências diretas na vida do trabalhador, como a desorganização da vida social e familiar, aumento do número de acidentes e cansaço acentuado. Em suma, consequências de ordem social, psicológica e de saúde. 
O diretor do Banco também apresenta a proposta de incentivar cada vez a produtividade da equipe, fazendo o trabalhador assumir uma postura composta pelo individualismo, carreirismo e egocentrismo. Além disso, a rentabilidade está sendo tratada como uma das mais importantes frentes prioritárias, baseando-se na garantia índices de eficiência, transformando a geração de lucros como principal objetivo. 
Ou seja, a beleza da publicação tenta convencer os funcionários a comprar a ideia de se o Banco ganha, você ganha também. Agora acredite...

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