A Entidade

Uma história de luta

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Rio Grande do Norte foi fundado em 16 de setembro de 1937, durante o governo Getúlio Vargas, e dentro dos moldes assistencialistas estabelecidos à época. Contudo, respondendo a necessidades da participação cada vez maior dos trabalhadores nas vidas econômica, social e política do país, os sindicatos ganharam uma importância ainda maior. Isso se refletiu no Sindicato do RN que alcançou um lugar de destaque nas lutas do Estado pela conquista de direitos. Centrado nas lutas em defesa da liberdade de expressão e da democracia, o Sindicato dos Bancários esteve na vanguarda das lutas no Estado. Enquanto existiu democracia, o Sindicato esteve nas ruas.

Um período nebuloso

O golpe militar de 1964, no entanto, representou um grande baque na estrutura da instituição. Uma intervenção orientada pelos militares forçou um período nebuloso na nossa história de luta. Foram quase 20 anos de uma anestesia retumbante. O gelo só foi quebrado, coincidentemente, a partir da abertura política do país. No início dos anos 80, os trabalhadores tomaram, novamente, o Sindicato, que passou a contribuir diretamente para a reorganização do movimento sindical brasileiro.

CUT nasce da classe trabalhadora

Como os trabalhadores necessitavam de uma central que unificasse todas as lutas, os sindicatos de esquerda do país debateram e criaram a Central Única dos Trabalhadores. A CUT, naquele momento, representava a independência de classe que todos almejavam. Sem ligação política e, principalmente, financeira com os governos, os trabalhadores dirigiam, através da CUT, o movimento de esquerda brasileiro.  

O desmoronamento da CUT

No entanto, a próxima década causaria profundas transformações no meio sindical. A CUT, dirigida pelo PT, passou a levar a Central para o caminho dos acordos, troca de cargos nos governos e conchavos em detrimento da luta dos trabalhadores. Os patrões começaram a crescer nas mesas de negociação e tudo aquilo que havia sido construído foi desmoronando aos poucos.     

 O Sindicato dos Bancários não ficou alheio a essas transformações e mesmo com a "tradição cutista" de mais de duas décadas enraizada na entidade, a categoria do RN viu que estava sendo enganada e soube mudar na hora certa..   

Entra em cena a pelegagem bancária: Contraf/CUT

Com a eleição da atual diretoria do Sindicato dos Bancários, gestão "Independência e Luta", a categoria começou a sentir que o aliado que se dizia parceiro dos trabalhadores atuava descaradamente em nome dos patrões nas mesas de negociação. A Contraf/CUT, criada no início dos anos 2000, passou a trair os bancários em sucessivas campanhas salariais  e desmontar os movimentos que cresciam espontaneamente do seio do trabalhador. As reivindicações de reajustes rebaixados e uma pauta "ingênua" diante da demanda da categoria, enfim, provavam o caráter patronal de uma entidade que deveria existir para lutar ao lado da classe trabalhadora.

Categoria sente a traição na pele. Nasce o Movimento Nacional de Oposição Bancária

 As denúncias, principalmente durante as campanhas salariais, abriram o olho da categoria. Ao mesmo tempo, a diretoria alertava para a criação recente de outra Central que nascia da luta dos trabalhadores: a Conlutas. A atual gestão do Sindicato fez questão de ressaltar que depende de cada trabalhador a fiscalização necessária para que a história não se repita como aconteceu com a CUT. Os sindicatos e oposições de esquerda também partiram para a ofensiva diante de tantas traições. Nascia, então, o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) para unificar as lutas.

CUT é expulsa do Sindicato pelos trabalhadores

Nada melhor que um plebiscito popular e democrático para saber o que os trabalhadores pensam. E foi o que o Sindicato dos Bancários fez ao lançar a pergunta sobre a desfiliação da entidade da CUT, em novembro de 2007. Diante de todos os acontecimentos, não poderia dar outro resultado senão a acachapante vitória dos trabalhadores por 75% dos votos. Depois de 15 anos, o Sindicato dos Bancários estava livre, mais uma vez, para seguir o rumo da independência.   

Bancários elegem Conlutas como alternativa

Os bancários do RN passaram a viver uma nova realidade a partir de dezembro de 2007.. A categoria, no entanto, sabia que a liberdade e a independência recém-conquistadas não significavam o isolamento. Daí a necessidade de recomeçar. E foi numa assembleia histórica, em 2008, que os bancários ratificaram a união do Sindicato com a Coordenação Nacional de Lutas. A Conlutas é a única central brasileira financiada apenas pelos trabalhadores.   

Sindicato cresce

Se politicamente o Sindicato dos Bancários já se mostrava forte, financeiramente falando o patrimônio da entidade cresceu como nunca. Nesse período, os bancários viram surgir uma Área de Lazer, criada com status de clube e, finalmente, a sede administrativa do Sindicato volta para perto do trabalhador e é inaugurada em junho de 2009 numa área nobre da cidade.

Quem faz a história de cada sindicato é o trabalhador associado. Por isso, muita coisa ainda vai acontecer daqui para frente. Depende de nós.

Sindicato dos Bancários do RN
Gestão – Independência e Luta

 

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